Quarta-feira, 19.11.08

Violada

 

O meu nome é Sandy e tenho 18 anos. E estou aqui para partilhar com todos vocês e na realidade, com nenhum, tudo o que passei na minha infância. Claro que este não é o meu verdadeiro nome e que apenas vou desabafar aqui porque não tenho mais ninguém com que falar e nem coragem para o fazer.

 

Aqui é mais fácil, ninguém sabe quem eu sou, ninguém me pudera apontar o dedo…

Quando eu tinha 13 anos, a minha vida mudou. Apesar de já estar muito triste e revoltada por ter perdido a minha mãe, este episódio da minha vida que vos vou contar, deixou-me completamente destruída.

Eu ia a sair da escola e estava a chover muito, a meio do caminho parei para me abrigar, quando um carro parou perto de mim. Era um amigo do meu pai a oferecer-me boleia, não tive como recusar e nem me passou pela cabeça que tudo aquilo poderia acabar muito mal. Entrei no carro agradecendo a boleia. O sujeito trancou imediatamente as portas do automóvel explicando-me que já era hábito dele. Tudo me parecia normal até perceber que não estávamos a ir para a minha casa. Perguntei-lhe para onde ia, ele respondeu que ia pôr gasolina e que depois me levava a casa. Comecei a sentir que não queria estar ali, um certo medo apoderou-se de mim. Passámos a bomba de gasolina e nada… o carro não parou e aí percebi que aquele homem não fazia a menos intenção de me levar para casa. Tentei ficar calma e pedir para que me leva-se para casa, mas ele começou com insinuações. Dizia-me que queria apenas dar uma volta comigo, levar-me a passear… O meu coração disparou, senti-me perder a cor. Se no princípio estava a falar comum grande amigo do meu pai que estava a ser simpático e me ia levar a casa, agora estava a falar com um homem visivelmente excitado, tentando me tocar e que me via como uma mulher, não como uma criança.

Quando o homem parou o carro tentou agarrar-me... sentia a minha roupa a rasgar e tive que desistir de lutar. Estava completamente presa, aquele homem agarrava-me e tocava-me com tanta força que pensei que não iria suportar. Fechei os olhos na tentativa de aquilo tudo ser só um sonho, de nada daquilo estar a acontecer… quando aquele homem satisfez todos os seus desejos e finalmente me largou, abriu a porta do carro e atirou para fora dele, assim como a minha mochila e as minhas roupas (ou o que sobrou delas).

Ali fiquei, sem ter coragem de me levantar do chão, sem ter coragem de olhar para mim… senti-me tão suja, quase nem podia com o meu cheiro. Tentei levantar-me ao fim de, nem sei quanto tempo, olhei para as minhas mãos… tinham sangue, muito sangue, parecia que estava num filme de terror! Tentei arranjar-me o mais possível e ir para casa.

O caminho para casa foi longo e muito doloroso, estava cheia de dores, apetecia-me vomitar… sabia que iam ralhar comigo quando chega-se, por me ter atrasado tanto. Por sorte e para minha surpresa, não estava ninguém em casa quando cheguei. Corri a despir aquelas roupas e tomar banho. Por mais que me esfrega-se parecia que continuava imunda. Senti tanto nojo de mim própria que ia arrancando a pele de tanto me esfregar.

Claro que levei na cabeça por ter chegado tarde e por ter posto toda a gente á minha procura. Tive que inventar uma desculpa, fingir que estava tudo bem… eu não queria contar a ninguém aquilo, nunca…


Hoje levo uma vida aparentemente normal, mas por dentro sinto-me vazia…


sinto-me

sandy18 às 12:31 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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